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Requalificação da marginal de Luanda já é um facto

A requalificação e reordenamento urbano da zona marginal na capital angolana pretende dar uma outra imagem a principal cidade do país, permitindo assim o alargamento de toda extensão e a dinamização da baixa daquela que já foi mesmo considerada uma das melhores cidades da África ao sul do Saara.

Denominado “Projecto Baía de Luanda”, a primeira fase de execução da empreitada está a cargo da empresa belga “Bellsea Investments” e compreende os trabalhos de drenagem no local, cuja previsão é de aproximadamente 12 meses. Iniciadas no passado dia 7 de Novembro, as obras vão permitir ainda o tratamento de águas residuais das encostas da baía, com vista a uma melhor circulação e renovação das águas. Estimado em cerca de 135 milhões de dólares norte-americanos, o empreendimento dará emprego a pelo menos três mil angolanos.

Com um prazo de 36 meses, consta do prospecto a ampliação da Avenida 4 de Fevereiro para seis faixas de rodagem, três em cada sentido, chegando mesmo em alguns pontos a registar uma sétima faixa, para permitir maior fluidez nos cruzamentos, bem como a reparação e pinturas das fachadas dos edifícios existentes ao longo da avenida Marginal.

Com o pavimento em asfalto dimensionado para um ciclo de vida de 20 anos, prevê-se também a colocação de semáforos nos cruzamentos, facilitando a regulação do trânsito. As passadeiras pedonais nos principais cruzamentos terão marcação no pavimento e revestimento texturizado.

Serão igualmente criados locais de estacionamento para cerca de mil e seiscentas viaturas, zonas verdes, espaços públicos para lazer e áreas destinadas ao desenvolvimento comercial. Ainda na continuação da marginal será construída uma ponte sobre o nó da Fortaleza de São Miguel, com três faixas de rodagem em cada sentido, não só para assegurar a fluidez do trânsito, como também para permitir melhor o acesso à Ilha do Cabo.

Entretanto, os trabalhos serão executados de forma faseada para não criar grandes embaraços ao tráfego na zona. Segundo Catarina Sierra, coordenadora do “Posto de Informação do Projecto Baía”, a primeira fase das obras serão feitas do lado do aterro, portanto, não irão interferir com a circulação rodoviária. Uma vez esta fase concluída, a obra irá passar para a via existente, na parte interior da Marginal, passando o tráfego a fluir pela nova via exterior. “Estão a ser preparadas todas as condições de modos a que o trânsito no local não seja prejudicado”, garantiu a responsável.

Ainda dentro do projecto estão incluídas, a gestão e manutenção de todas as novas infra-estruturas por um período de 5 anos, previsível de renovação.

Apresentado publicamente pela Luanda Waterfront Corp em Outubro de 2003, O projecto sofreu uma reformulação resultante de consultas públicas, tendo obtido autorização do Conselho de Ministros em Agosto de 2005, e celebrado o respectivo contracto de investimento em Novembro do mesmo ano.

Com elevada preocupação social, este projecto não implicará qualquer tipo de desalojamento de famílias em toda a área de incidência da Obra Pública, acrescentou a responsável do “Posto de Informação do projecto”.

No entanto, após os acordos de investimento, foi celebrado o contrato de concessão de obra pública, cuja execução é da responsabilidade do promotor e investidor, a Baía de Luanda Sociedade Anónima (SA), sem qualquer encargo para o Estado Angolano.


Nov 24
Fonte: Angola Acontece

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