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Instituto politécnico dá novo alento à educação no Cuango
A reconstrução nacional está cada vez mais a ganhar corpo e expressão em todo o país. Neste sentido, o município do Cuango, um gigante acordado que continua a dar cartas no domínio da exploração diamantífera, também está a puxar pelos galões e a arregaçar as mangas.
O Instituto Médio Politécnico “Muatxiânvua”, uma obra de raiz, é, por assim dizer, uma demonstração acabada dos esforços do Governo Provincial da Lunda-Norte em dotar o município de infra-estruturas sociais com vista a potenciar a vida de inúmeras crianças, e não só, sedentas de obter conhecimentos académicos.
Deste modo, 612 estudantes frequentam, em dois turnos, este estabelecimento de ensino que funciona há dois anos - desde 2005 - e arregala os olhos da população, pois é a única instituição do género em toda a extensão do município. Ela comporta oito salas de aula, sendo que cada uma tem 40 alunos.
A instituição está dotada de meios laboratoriais para cursos de construção civil, mecânica e electricidade, daí que se pode inferir que ela estaria, a designação assim o consagra, vocacionada a ministrar fundamentalmente matérias de índole meramente técnica.
Todavia, tal como refere o director Hélder Ferreira David, houve necessidade objectiva e pontual de se alterar o projecto inicial, devido à carência de professores na região. Aliás, esta estratégia está consagrada na directiva do pelouro provincial que privilegia a formação de docentes, constituindo estes, numa fase posterior, o verdadeiro suporte para o ensino técnico.
É assim que incorporando esta ideia, o instituto se adequou resolutamente sem delongas e numa fase inicial, ao ensino de cursos pedagógicos, ou seja, à formação intensiva de professores, nos domínios de Geografia/História, Matemática/Física e Bio-química.
Actualmente, leccionam 21 professores, que, no entender de Hélder Ferreira, parece resolver as necessidades da escola. Os alunos estão divididos em seis turmas da nona classe-vigente -e igual números na décima classe, já no quadro da reforma do ensino. Para já, os dados na mesa dão conta, após a realização das provas curriculares/semestrais, que existe um aproveitamento acima de 50 por cento.
Se tudo parece caminhar de vento em popa, a questão da bibliografia para consulta é um aspecto que constrange os professores, pois emperra o aperfeiçoamento dos seus conhecimentos didácticos.
Noves fora este óbice, a administração garante que a instituição segue o seu curso normal. Hélder Ferreira, um homem que revela um traquejo nas lides escolares, regozija-se pelo facto de o ensino médio na região constituir uma mais valia e existir uma apetência esgrimida na vontade inabalável de cultivar os conhecimentos científicos.
E as portas da escola do primeiro ciclo secundário "4 de Abril", também na sede municipal do Cuango, com uma extensão de 36.18 quilómetros quadrados, estão abertas desde 2004, altura em que foi inaugurada. No total são 1.824 alunos e 52 professores, em três turnos, que diariamente percorrem alguma distância até à escola.
Uns ávidos em aprender, outros em transmitir conhecimentos académicos para garantir o futuro dos primeiros. Pintada a cor-de-rosa, a escola "4 de Abril" tem a bandeira da República a flutuar no seu mastro desde 2004. Antes não existia qualquer escola do género! Ela foi construída a partir de fundações de raiz e é a única instituição do Cuango que lecciona até à oitava classe. Na escola coexistem os dois sistemas de ensino e o vigente e o da reforma educativa.
Sep 04 Fonte: Jornal de Angola
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