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As obras no aeroporto 4 de Fevereiro
Entre finais de Abril e princípios de Maio do corrente ano, os passageiros dos voos internacionais que desembarcarem em Luanda terão uma novidade: a saída (emigração, alfândega e recolha de bagagem) já não será feita na parte que vinha sendo usada nos últimos 50 anos, mas sim pelo bairro Kassequel, ao lado do actual terminal de voos domésticos.
A Empresa Nacional de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA) está a criar as condições para a sua efectivação. Neste momento decorrem obras para a construção de uma área para o desembarque dos passageiros dos voos internacionais, que funcionará em regime provisório, uma vez que a actual sala será completamente remodelada e ampliada.
Num investimento avaliado em cerca de 74 milhões de dólares, a ENANA está, desde Janeiro do corrente ano, a promover um ambicioso programa de reestruturação arquitectónica do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, que culminará com a sua completa remodelação e ampliação.
Neste momento, estão a decorrer duas operações em simultâneo: uma prende-se com a instalação da sala de desembarque provisória, situada no recinto da falida Angola Air Charter, no Kassequel, e outra circunscreve-se à ampliação das actuais áreas de chek-in, emigração, embarque, alfândega, recolha de bagagem e Polícia Fiscal.
Quando todos esses trabalhos estiverem concluídos, o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro cujas áreas visadas na remodelação e ampliação se debatiam com a falta de espaço deixarão de ter esse constrangimento.
A actual sala de desembarque acolhe entre 300 a 350 passageiros, com dois tapetes rolantes. Quando as obras chegarem ao fim, terá a capacidade de albergar, de uma só vez ,mil passageiros, correspondentes à lotação de três aviões do tipo Boeing 777 ou 747 ao mesmo tempo.
Naquela área, a quantidade de tapetes rolantes deverá aumentar para três, ou seja mais um em relação ao actual. A sala de embarque, que engloba o chek-in e emigração, cuja capacidade actual é muito reduzida, passará a acolher, de uma só vez, cerca de 900 passageiros, estando prevista a duplicação do número de balcões para atendimento aos clientes.
Ao projectar a obra, a direcção da ENANA pretende dotar as instalações do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro de melhores condições de acomodação e atendimento dos seus passageiros, que há muito reclamam por benesses nesse sentido.
De acordo com o coordenador do projecto de reabilitação do Aeroporto, a ENANA pretende com as obras em curso reduzir ao máximo o tempo de permanência do passageiro, nomeadamente a sua chegada, passagem pelo Serviço de Migração, recolha de bagagem, até a sua saída das instalações.
No projecto de remodelação e ampliação, o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro terá uma configuração completamente diferente. A parte frontal (actual zona de chek-in) será estendida até ao actual parque de estacionamento, enquanto a do desembarque terminará bem juntinho à floresta que se situa à sua frente.
A fachada principal do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro terá outra configuração arquitectónica. O busto do presidente Neto deixará de existir naquele lugar, dando lugar a uma pequena rotunda, enquanto as zonas vedadas de arame serão transformadas em parques de estacionamento, cuja capacidade será triplicada. Defronte às instalações haverá uma via para circulação de automóveis, com realce para estacionamento de autocarros públicos e táxis.
O Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro vai ganhar dentro do seu espaço uma sala de despedida, novas salas de embarque, de check-in, de bagagem, de chegada, de desembarque e de controlo dos passaportes, área para a venda de bilhetes e para agências de viagem. O projecto contempla ainda escritórios diversos para a Alfândega, bancos comerciais, segurança, serviço de bagagem, sala de espera para passageiros em trânsito, zona para perdidos e achados, sanitários e banheiros.
Taxi way
De acordo com o director do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o dinheiro aprovado pelo Conselho de Ministros não visa apenas a remodelação das infra-estrututras do lado terra, contempla também a construção de Taxi Way novos.Actualmente, quando uma aeronave aterra na pista principal tem que regressar pela mesma pista até atingir a placa de estacionamento, o que leva a perder muito tempo.
Enquanto decorre esta manobra, não há a menor possibilidade de aterragem ou descolagem de outra aeronave. Para se acabar com este constrangimento operacional, a direcção do aeroporto projectou a construção de um Taxi Way, ou seja, uma saída rápida pelo lado direito da pista para o aparelho poder seguir directamente para a placa, com vista a facilitar o tráfego de aeronaves.
“As obras no aeroporto não são só no lado terra, nomeadamente a aerogare, as grandes zonas onde circulam os passageiros para o embarque e desembarque, elas implicam também as áreas de movimento de aeronaves”, afirmou Joaquim Cunha.
Para esta grande empreitada, a direcção da ENANA adjudicou a obra a duas empresas construtoras. A parte dos terminais de embarque e desembarque foi entregue à Somague, enquanto as áreas de movimento e parqueamento de aeronaves ficaram sob a responsabilidade da Odebrecht.
Apr 05 Fonte: O País
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